Tráfego pago · comércio · material de construção

Tráfego pago para material de construção: o preço do milheiro só é comparável entre peças que carregam a mesma dimensão nominal gravada.

A Regulamentação Técnica aprovada pela Portaria Inmetro 558/2013 obriga bloco cerâmico, tijolo maciço e tijolo perfurado a trazerem gravados, em baixo relevo na própria peça, o CNPJ do fabricante e as dimensões nominais em centímetros — e limita a diferença entre a dimensão gravada e a dimensão real a ± 0,3 cm. O objetivo declarado no texto é "a prevenção de práticas enganosas de comércio". Um anúncio que disputa clique por preço de milheiro, sem a dimensão junto, entra num leilão onde a peça fora da tolerância chega mais barata por definição. O que se decide antes da verba é qual item e qual unidade entram no anúncio de preço.

Para lojas, depósitos e casas de material de construção que vendem alvenaria cerâmica — bloco, tijolo, canaleta, elemento vazado — dentro de um mix maior, e avaliam investir em tráfego pago para o balcão, a entrega ou os dois.

O que a Regulamentação Técnica grava na peça decide qual SKU pode entrar num anúncio de preço

A Portaria Inmetro 558/2013 não cria selo nem certificação para alvenaria cerâmica — na tabela oficial de programas compulsórios do Inmetro, a entrada "Componentes cerâmicos para alvenaria" aparece como Regulamentação Técnica, com mecanismo de avaliação da conformidade "não aplicável". O que ela cria é obrigação de marcação gravada na própria peça (CNPJ e razão social ou nome fantasia do fabricante, dimensões nominais em centímetros na sequência largura, altura e comprimento, lote ou data de fabricação, e um contato), a letra "EST" quando o componente tem função estrutural, a vedação de produzir tijolo perfurado com furos na horizontal para função estrutural, e uma faixa fechada de tolerância entre a dimensão gravada e a dimensão real. Como o comércio no mercado nacional só pode ocorrer em conformidade — e a fiscalização, pelo Inmetro e por entidades delegadas por convênio, alcança o ponto de venda —, a loja que anuncia é parte regulada, não intermediária. Na prática de mídia isso não muda o lance: muda a lista de SKUs elegíveis a anúncio de preço, a unidade em que o preço é cotado e o conjunto de buscas que a campanha pode responder.

Cinco pontos em que a alvenaria cerâmica muda a condução da mídia

Uma loja cujo tráfego pago anuncia só tinta, ferragem e acabamento, sem nenhum componente cerâmico no anúncio, não esbarra nos quatro primeiros.

Quando a campanha disputa clique por preço de milheiro de tijolo ou de bloco cerâmico, com a peça anunciada apenas pelo nome comercial

Preço por milheiro, sem a dimensão nominal ao lado, é um leilão que a loja em conformidade não vence

A Regulamentação Técnica da Portaria 558/2013 fixa as dimensões nominais de fabricação em tabelas e limita a diferença entre o gravado e o real a ± 0,3 cm (média) e ± 0,5 cm (individual) para blocos, e a ± 0,3 cm para tijolos maciços e perfurados. O texto declara, no objetivo, que existe "visando à prevenção de práticas enganosas de comércio". Duas peças vendidas como "o mesmo tijolo" podem, portanto, entregar áreas de parede diferentes por milheiro — e a que está fora da faixa custa menos para produzir.

A cotação do anúncio deixa de ser "milheiro" isolado e passa a carregar a dimensão nominal, ou migra para uma unidade que o comprador consegue comparar — metro quadrado de parede, por exemplo. Sem isso, subir o lance só acelera o gasto num leilão cuja referência de preço está ancorada em produto fora da regra.

Quando o conjunto de palavras-chave ou o público da campanha inclui busca por parede estrutural, alvenaria estrutural ou obra sem pilar

A busca por alvenaria estrutural só pode ser respondida por peça gravada com "EST"

O item 5.1.1 da Regulamentação exige que bloco cerâmico, tijolo maciço e tijolo perfurado com função estrutural tragam gravadas as letras "EST" após as dimensões nominais. E o 5.1.1.1 é explícito no sentido contrário: tijolo cerâmico perfurado com furos na horizontal não pode ser produzido para função estrutural. Existe, portanto, uma parte do estoque que a norma proíbe de ser oferecida para essa aplicação.

A separação entre campanha de vedação e campanha de estrutural deixa de ser refinamento e vira condição de operação: a busca por estrutural só recebe anúncio de SKU marcado "EST", e os termos de estrutural entram como negativos na campanha do item de vedação — inclusive quando o item de vedação é o mais barato do estoque e o que mais tenta ser empurrado para o leilão.

Quando o criativo, o título do anúncio ou o feed de produto descrevem a peça pelo apelido de balcão — "oito furos", "baiano", "tijolinho" — sem a largura, a altura e o comprimento

O termo que o comprador digita e a designação que está gravada na peça são vocabulários diferentes

A marcação obrigatória do item 5.1 é numérica e ordenada: largura, altura e comprimento, em centímetros, com caracteres de no mínimo 5 mm de altura. O apelido regional não aparece na peça e não é comparável entre fornecedores. O comprador, no entanto, pesquisa pelo apelido, porque é o que ele ouviu do pedreiro.

O anúncio precisa cobrir os dois vocabulários em papéis distintos: o apelido entra como termo de busca a ser capturado, e a dimensão nominal entra como conteúdo do título, do feed e da página de destino. Um clique que chega pelo apelido e encontra um destino sem dimensão nominal transfere a qualificação inteira para o balcão.

Em operações nas quais o estoque inclui componente requeimado ou com excesso de queima destinado a comercialização por número de unidades

A peça requeimada vendida por unidade tem condição comercial própria e não pertence ao anúncio de preço geral

O item 9.1 da Regulamentação exige que esse componente esteja separado em local próprio e exiba identificação quanto à condição do produto em local de fácil visualização. É uma categoria comercial distinta, com regra própria de exposição — não uma variação de preço do item regular.

O feed de produto e as regras de anúncio dinâmico precisam excluir explicitamente esse grupo, ou o mecanismo que busca o menor preço do catálogo vai encontrá-lo e publicá-lo como se fosse o item regular. É uma exclusão declarada na estrutura do feed, não uma triagem manual do criativo antes de subir.

Quando a loja é revendedora e o argumento interno é que a conformidade do componente cerâmico é assunto do fabricante

Quem anuncia é parte regulada da cadeia, não vitrine de terceiro

O art. 4º da Portaria 558/2013 determina que os componentes cerâmicos sejam comercializados no mercado nacional somente em conformidade com a Regulamentação, e o parágrafo único ressalva que esse prazo não se aplica a fabricantes e importadores — porque eles seguem o art. 3º. O caput é, portanto, o prazo do restante da cadeia. O art. 5º põe a fiscalização a cargo do Inmetro e das entidades de direito público vinculadas por convênio de delegação, e ela ocorre onde o produto está exposto.

A conferência da marcação gravada entra na entrada de mercadoria e na abertura de campanha, com o mesmo peso: o SKU só recebe verba depois de alguém ter lido a face da peça. Não é burocracia acrescentada à mídia — é o que impede que a campanha invista em um item que a loja não pode expor.

O que se lê na peça antes de o SKU receber verba

O levantamento aqui é físico antes de ser digital: a informação que decide a elegibilidade do item ao anúncio está gravada em baixo relevo na face do bloco, não na planilha do fornecedor.

A primeira volta é no pátio e no palete. Para cada SKU de alvenaria cerâmica, registra-se o que efetivamente está gravado na face da peça — CNPJ e nome do fabricante, as três dimensões nominais na ordem largura, altura e comprimento, o lote ou a data, o contato, e a presença ou ausência das letras "EST". O que não se lê na peça não entra no título do anúncio nem no campo do feed.

A segunda volta é de reconciliação: comparar essa leitura com o cadastro do produto no sistema da loja e com o que o site publica hoje. Divergência entre a dimensão gravada e a dimensão cadastrada é o achado mais comum, e é ela que faz um anúncio de preço prometer uma peça e o balcão entregar outra.

Só então se define a unidade de cotação. Milheiro, unidade e metro quadrado de parede convivem no setor, e o comprador compara o número que vê — não a base de cálculo. Registrar qual unidade cada anúncio usa é o que permite, depois, saber se um custo por contato mais alto veio da disputa ou de estar cotando numa unidade diferente da do concorrente.

  • Inventário de alvenaria cerâmica com a transcrição do que está gravado em cada peça, SKU a SKU, incluindo presença ou ausência de "EST".
  • Reconciliação entre dimensão gravada, dimensão cadastrada no sistema e dimensão publicada no site ou no feed.
  • Marcação, no feed, do grupo de componente requeimado ou com excesso de queima, para exclusão explícita do anúncio dinâmico.
  • Definição e registro da unidade de cotação usada por campanha — milheiro com dimensão, unidade, ou metro quadrado de parede.
  • Separação de campanha, verba e indicador entre alvenaria de vedação e alvenaria estrutural, com os termos de estrutural negativados na campanha de vedação.
  • Registro de origem por tipo de demanda — obra em andamento, reforma pontual, revenda para construtor — para não somar as três num único custo por contato.

Quando a verba de mídia não é o primeiro problema da loja de material de construção

Nestes cenários, abrir campanha antes de resolver o que está atrás dela costuma produzir clique que o balcão precisa desmentir.
  • Ninguém na loja sabe hoje dizer, sem ir até o palete, quais SKUs de alvenaria cerâmica trazem a marcação gravada exigida pela Regulamentação Técnica.
  • O cadastro de produto não tem campo para dimensão nominal, então o feed não consegue carregar a informação que qualifica o clique.
  • O componente requeimado ou com excesso de queima está misturado ao estoque regular, sem separação nem identificação de condição.
  • A única alavanca competitiva disponível é ser o milheiro mais barato da região, e a direção não pretende mudar isso.
  • A entrega não está resolvida: a loja anuncia para um raio que o frete de material pesado não atende no prazo prometido.
  • A demanda atual vem inteira de indicação de pedreiro e construtor, e ninguém mediu ainda o que sobra fora desse canal.

O ponto que mais escapa é a foto antiga do anúncio. A peça fotografada há três anos pode ter mudado de fornecedor, de dimensão nominal ou de função declarada desde então — e o criativo continua rodando com a imagem de um item que a loja não vende mais daquele jeito, o que é exatamente o tipo de descolamento que a Regulamentação foi escrita para impedir no balcão.

Como começamos: lendo a face da peça, antes de abrir a conta de anúncios

A primeira decisão não é plataforma, formato nem verba — é qual parte do estoque de alvenaria pode aparecer num anúncio de preço, e por qual unidade.

A etapa inicial é a leitura da marcação gravada, SKU a SKU, com quem recebe mercadoria na loja. Dela sai a lista de itens elegíveis a anúncio de preço, a lista de itens marcados "EST" — os únicos que podem responder à busca por alvenaria estrutural — e a lista do que precisa ficar fora do feed, incluindo o componente requeimado com condição comercial própria.

A partir daí o plano de mídia se organiza por aplicação, não por margem: vedação e estrutural recebem campanha, verba e indicador separados, porque a norma separa os produtos e o comprador chega com perguntas diferentes. O apelido de balcão é tratado como termo de captação; a dimensão nominal, como conteúdo obrigatório do título, do feed e da página de destino.

Só no fim se define a unidade de cotação de cada anúncio de preço, e ela fica registrada junto com a campanha. É o que permite, na leitura seguinte, distinguir uma disputa cara de uma comparação injusta — e decidir com base nisso, em vez de subir o lance no escuro.

  • Leitura da marcação gravada em cada SKU de alvenaria cerâmica, feita na loja, antes de qualquer conta de anúncio ser aberta.
  • Lista de elegibilidade a anúncio de preço, derivada dessa leitura, e não do relatório de giro.
  • Campanhas separadas para vedação e estrutural, com termos de estrutural negativados na campanha de vedação.
  • Feed com dimensão nominal como campo obrigatório e exclusão declarada do grupo requeimado.
  • Unidade de cotação definida e registrada por campanha, com a dimensão nominal sempre presente quando o preço for por milheiro.
  • Plano entregue com a base normativa de cada restrição documentada, não só a peça final.

O que direções de loja de material de construção perguntam antes de investir em tráfego pago

Existe um selo do Inmetro no tijolo, como existe no fio elétrico?

Não do mesmo jeito. Fio e cabo elétrico têm programa de certificação compulsória, com organismo certificador, registro e selo. Alvenaria cerâmica tem Regulamentação Técnica: a Portaria Inmetro 558/2013 aparece na tabela oficial de programas compulsórios com mecanismo de avaliação da conformidade "não aplicável". Não há selo a exibir no anúncio — o que existe é a marcação gravada em baixo relevo na própria peça, com CNPJ do fabricante, dimensões nominais, lote e contato, verificada por fiscalização direta. Anunciar "tijolo com certificação do Inmetro" é usar uma palavra que não corresponde ao regime desse produto.

A certificação de fio e cabo, no conteúdo da loja

Por que não podemos simplesmente anunciar o menor preço de milheiro, como todo mundo faz?

Pode, mas é um leilão desfavorável por construção. A Regulamentação fixa a dimensão nominal e admite variação de apenas ± 0,3 cm entre o gravado e o real nos tijolos — precisamente porque duas peças vendidas com o mesmo nome podem render áreas de parede diferentes por milheiro. Quem está fora dessa faixa produz mais barato e leva para baixo o preço de referência que o leilão usa. Cotar com a dimensão nominal ao lado, ou por metro quadrado de parede, recoloca a comparação num terreno em que a loja em conformidade consegue disputar.

Podemos usar palavras-chave de alvenaria estrutural para vender o tijolo que temos em maior volume?

Só se esse tijolo trouxer as letras "EST" gravadas após as dimensões nominais, como exige o item 5.1.1 da Regulamentação. E há um caso em que a resposta é sempre não: tijolo cerâmico perfurado com furos na horizontal não pode ser produzido para função estrutural, segundo o item 5.1.1.1. Comprar clique de estrutural para esse item é pagar por uma visita que termina em recusa no balcão, ou pior.

A conformidade do tijolo não é responsabilidade do fabricante? A loja só revende.

O art. 4º da Portaria 558/2013 determina que os componentes cerâmicos sejam comercializados no mercado nacional somente em conformidade com a Regulamentação, e o parágrafo único deixa claro que esse prazo é o do restante da cadeia — fabricantes e importadores seguem o artigo anterior. O art. 5º põe a fiscalização a cargo do Inmetro e de entidades de direito público delegadas por convênio, e ela acontece onde o produto está exposto. Quem anuncia é parte regulada.

O cliente pesquisa por "tijolo baiano" e "oito furos". Devemos anunciar assim?

Vale capturar o apelido como termo de busca, porque é o que ele digita. O que não funciona é o apelido ser a única descrição no título, no feed e na página de destino: a peça é marcada por largura, altura e comprimento em centímetros, e é essa a informação que permite ao comprador comparar o seu anúncio com o do concorrente. Apelido para entrar, dimensão nominal para qualificar.

Essas regras valem para o restante do que a loja vende — cimento, tinta, ferragem, argamassa?

Não. A Portaria 558/2013 se aplica a componentes cerâmicos para alvenaria: bloco de vedação e estrutural, canaleta J e U, tijolo maciço e perfurado, elemento vazado e componente cerâmico sem forma de paralelepípedo. O próprio texto exclui elementos cerâmicos para lajes e blocos, canaletas, tijolos e elementos vazados feitos de material não cerâmico. Cada família do mix precisa ser conferida na sua própria regra antes de entrar num anúncio de preço — bloco de concreto e telha, por exemplo, têm portarias próprias na mesma tabela do Inmetro.

Dá para usar a mesma campanha para quem está levantando uma obra e para quem vai reformar um cômodo?

Não é recomendado. Quem levanta obra compra volume, compara por milheiro ou por palete, planeja com semanas de antecedência e frequentemente decide junto com o pedreiro. Quem reforma um cômodo compra pouca quantidade, decide em dias e pesa muito mais a entrega. Numa verba única otimizada por custo de contato, a reforma — mais barata de captar — tende a consumir o orçamento e deixar a obra, que sustenta o volume, sem cobertura.

Para continuar

  • Gestão de tráfego pago

    O serviço completo: escopo, processo, indicadores e o que não é prometido.

  • SEO e GEO para material de construção

    O outro regime do mesmo balcão: fio e cabo elétrico têm certificação compulsória com registro e selo, e o problema lá é o que o conteúdo publicado afirma sobre isso — útil para quem quer entender por que o tijolo não segue a mesma lógica.

  • Diagnóstico de mídia

    Para quem prefere mapear o próprio estoque e a unidade de cotação antes de conversar.

Antes de definir a verba, vale saber o que está gravado na peça.

A conversa começa pelo estoque de alvenaria: o que a marcação diz, quais SKUs podem responder à busca por estrutural, e em qual unidade o preço vai ser anunciado — as três decisões que definem se a campanha disputa um leilão que ela pode vencer.

Nenhuma proposta é enviada antes da conversa.