Direção criativa · tecnologia B2B

Na direção criativa de uma empresa de tecnologia B2B, o case que aparece no pitch deck precisa continuar sendo a experiência real do cliente citado — o Código CONAR trata isso como exigência de conteúdo, não de estilo.

Depoimento de executivo, quadro de avaliações e vídeo-case são o material de prova social mais recomendado para apresentação comercial B2B — e o mais fácil de editar até deixar de ser exatamente o que o cliente disse. O art. 27, §9º do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária exige que todo depoimento usado em peça publicitária seja personalizado, genuíno, vinculado à experiência pessoal do depoente e passível de verificação.

Se a apresentação, o catálogo ou o vídeo-case em produção usa depoimento ou case de cliente como prova social central, a empresa de tecnologia B2B (SaaS ou software sob encomenda) contratando ou revisando direção criativa encontra aqui o critério a aplicar antes de aprovar a peça.

Todo depoimento numa peça precisa ser genuíno, vinculado ao depoente real e verificável, pelo Código CONAR

O art. 27, §9º do Código CONAR determina que "o anúncio abrigará apenas depoimentos personalizados e genuínos, vinculados à experiência pessoal do depoente", e que esses depoimentos "devem ser sempre passíveis de verificação". Numa apresentação comercial B2B, isso alcança o quadro de citações favoráveis montado a partir de trechos de e-mail ou de call, o vídeo-case editado e a frase de impacto atribuída a um executivo nomeado. A checagem de direção criativa não é sobre o formato da peça — é sobre se o cliente citado, se procurado, reconheceria aquela frase como a própria experiência, e não como uma composição favorável ao anunciante.

Dois pontos em que o depoimento usado na peça muda o trabalho de direção criativa

As irmãs de estratégia e SEO/GEO já tratam de decisão automatizada de pontuação e de transferência de dado para IA. Aqui a pergunta é sobre a autenticidade do depoimento que a peça exibe.

Quando a peça usa citação atribuída a um cliente ou executivo nomeado

A frase usada como depoimento precisa continuar sendo o que o cliente de fato disse, na própria experiência

O §9º exige vínculo com a experiência pessoal do depoente. Editar uma frase de e-mail, unir dois elogios separados numa única citação, ou generalizar um comentário específico ("resolveu nosso problema de X") para um enunciado mais amplo ("a melhor ferramenta do mercado") desconecta a peça da experiência real que sustentaria o depoimento se verificado.

A direção criativa mantém, para cada depoimento usado, o registro da fonte original — e-mail, transcrição de call, avaliação — e a frase publicada é conferida contra esse registro antes da aprovação da peça.

Quando a peça atribui a citação a um cargo, empresa ou nome específico

O depoimento precisa ser passível de verificação, o que exige cliente identificável e ciente do uso

O §9º exige que o depoimento seja "sempre passível de verificação" — o que pressupõe um cliente real, identificável, que reconheceria a citação e confirmaria a autoria se questionado. Um "case" composto a partir de um perfil genérico de cliente, ou uma frase atribuída sem que a pessoa citada tenha aprovado aquele uso específico, não sustenta essa verificação.

Cada peça com depoimento nomeado é aprovada pelo cliente citado antes da publicação — não só a autorização geral de uso de marca, mas a frase exata que vai ao ar.

O que checar antes de aprovar uma peça com depoimento ou case

As irmãs de estratégia e SEO/GEO já tratam de onde o dado do cliente pode circular e como é pontuado. Aqui a pergunta é sobre se a citação usada na peça continua sendo a experiência real do cliente.

O primeiro levantamento é do material em uso: quantas peças institucionais e comerciais citam cliente nomeado, e qual é a fonte original de cada citação — e-mail, call gravada, avaliação em plataforma, entrevista dedicada.

O segundo é o processo de aprovação: toda peça nova com depoimento passa por confirmação do cliente citado sobre a frase exata usada, antes da produção final — não uma autorização genérica de uso de logo ou de nome.

  • Levantamento das peças ativas com depoimento ou case de cliente nomeado.
  • Registro da fonte original de cada citação usada — e-mail, call, avaliação, entrevista.
  • Confirmação do cliente citado sobre a frase exata publicada, antes da aprovação final.
  • Checagem de que citações compostas a partir de mais de uma fonte não estão atribuídas como frase única.
  • Revisão periódica de cases antigos, para confirmar que a citação continua vinculada ao cliente correto.

Quando o material da empresa dispensa esta conferência

Checar a autenticidade de um único depoimento não resolve o problema real nestes cenários, porque o resto do trabalho de direção criativa segue sem correção.
  • A empresa não usa depoimento nem case nomeado em nenhuma peça — a prova social é só número agregado (NPS, tempo de resposta médio) sem citação individual.
  • Um depoimento isolado, mesmo autêntico, não substitui sistema visual consistente entre apresentação, site e material comercial.
  • A empresa ainda não tem cliente disposto a ser citado nominalmente — o trabalho anterior é construir esse relacionamento, não produzir peça com case.
  • O objetivo imediato é fechar uma apresentação para uma reunião amanhã, e a checagem de fonte de cada citação compete com um prazo que não espera.
  • Os depoimentos em uso já têm processo de aprovação de frase exata pelo cliente, documentado.

É comum que o slide de "clientes que confiam" numa apresentação montada às pressas para uma reunião específica passe despercebido, com uma frase de impacto atribuída a um cliente que, na origem, disse algo mais modesto ou mais específico — e que o vendedor generalizou para caber melhor no slide.

Como começamos: pela fonte do depoimento, antes do formato da peça

O trabalho abre por um levantamento de origem: cada citação e cada comparado da peça precisa ser rastreável até a fonte. O Código CONAR não trata igual o depoimento registrado e o trecho editado até virar frase de efeito.

O levantamento inicial reúne os depoimentos e cases em uso, com a fonte original de cada um, e separa o que já tem confirmação do cliente citado do que precisa dessa checagem.

A partir daí, cada peça nova com depoimento é resolvida com a citação exata aprovada pelo cliente, antes de qualquer arte final ser produzida.

  • Levantamento de depoimentos e cases em uso, com a fonte original de cada citação.
  • Classificação de cada citação como confirmada pelo cliente ou pendente de confirmação.
  • Aprovação de peça condicionada à confirmação da frase exata pelo cliente citado.
  • Checagem de que citações compostas de mais de uma fonte não são atribuídas como frase única.
  • Sistema visual entregue com a fonte de cada depoimento documentada.

O que empresas de tecnologia B2B perguntam antes de contratar direção criativa

Podemos editar um depoimento longo para caber num slide ou numa peça de campanha?

Pode ser resumido, desde que o corte não altere o sentido nem componha uma frase que o cliente não disse daquela forma. O §9º exige vínculo com a experiência real do depoente — resumir é diferente de recompor.

Um case sem nomear o cliente, só por segmento e porte, escapa dessa exigência?

Em grande parte, sim — o §9º trata de depoimento atribuído a pessoa ou entidade identificável. Um case descrito por segmento e porte, sem citação nominal, não cria a mesma exigência de verificação, embora ainda precise ser um caso real.

O CONAR é lei? Quem cobra essa verificação?

Não é lei federal: é autorregulamentação da própria indústria publicitária. O CONAR julga por representação — de concorrente, cliente citado ou de ofício — e pode exigir comprovação, recomendar alteração ou sustar a veiculação da peça.

É a mesma preocupação que as páginas de estratégia e SEO/GEO já tratam?

Não. A de estratégia (/solucoes/estrategia-de-marketing/tecnologia) trata de decisão automatizada de pontuação de ICP, pelo art. 20 da LGPD. A de SEO e GEO (/solucoes/seo-e-geo/tecnologia) trata de transferência internacional do case estruturado para IA, pelo art. 33. Esta página trata de outra coisa: se a citação usada na peça continua sendo a experiência real do cliente — Código CONAR, nunca citado nesta casa antes.

Confirmar a frase com o cliente garante que o depoimento não será questionado?

Não, e nenhum fornecedor pode garantir isso — o CONAR julga caso a caso, por representação. O que se controla é o processo: cada depoimento com fonte registrada e frase confirmada pelo cliente antes da veiculação.

Para continuar

Antes de subir o próximo slide de depoimentos, vale confirmar se a frase ainda é a que o cliente disse.

A conversa começa pelo que a empresa já usa: quais depoimentos e cases estão em circulação, qual é a fonte de cada um, e o que falta para a próxima apresentação afirmar com segurança.

Nenhuma proposta é enviada antes da conversa.