Direção
- Conceitos criativos
- Direção visual
- Identidade de campanha
- Sistemas visuais de campanha
- Desdobramentos entre formatos e canais
ConversãoDireção criativa e design
Transformamos estratégia, posicionamento e objetivos de campanha em sistemas visuais claros, coerentes e comercialmente eficazes.
A avaliação parte do material que a empresa já usa, e do que ele comunica hoje.
O problema
Design ruim é fácil de identificar. O que trava a maioria das empresas é design correto, bem executado e sem sistema — cada peça resolve a si mesma e nenhuma soma às outras.
Uma peça resolve uma campanha. Um sistema visual resolve todas as campanhas seguintes.
Como pensamos
Criação não é território de opinião — é território de critério. Quando a discussão sobre uma peça é entre gostos, ganha quem tem o cargo mais alto. Quando há critério declarado, a conversa muda de qualidade e a peça melhora.
Estas são as perguntas que usamos para julgar uma solução criativa, e que também usamos para explicar por que uma proposta foi descartada.
Como não trabalhamos
Todas estas formas de contratar design existem no mercado. Nenhuma delas parte de um problema a resolver.
O escopo existe e é registrado — mas decorre do que a campanha ou a marca precisa construir, e não de uma tabela de quantidades.
Escopo
A composição depende do estágio da marca, das campanhas em curso e dos canais em operação.
Motion e vídeo entram quando contratados e quando existe capacidade real de produção — não aparecem em proposta para depois virar exceção.
Processo
Do problema ao sistema, e do sistema às peças — nessa ordem.
Objetivo, público, canal, etapa da jornada e o que a peça precisa produzir. Sem isso, criação vira estética sem alvo.
Formulação da ideia que organiza a campanha, antes de qualquer peça. É o conceito que permite desdobrar sem repetir.
Definição do sistema: composição, tipografia, cor, tratamento e o que torna aquele conjunto reconhecível.
Peças por canal e por formato, com adaptação técnica quando o meio exige — não redução da mesma arte.
Acompanhamento do desempenho dos criativos em mídia e renovação a partir do que o dado mostrou, dentro do mesmo sistema.
Quando faz sentido
Direção criativa resolve reconhecimento, consistência e desempenho de criativo.
Peça de campanha escolar quase sempre fala com o responsável, não com a criança — mas quando a imagem, o texto ou a trilha são pensados para prender a atenção do aluno, o Código CONAR trata isso como publicidade indireta, com ou sem autorização de imagem. Direção criativa para escola
A peça de campanha de energia solar quase sempre estampa um percentual de economia e uma comparação de fatura antes/depois. O Código CONAR exige comprovação para os dois, e veda comparação irrealista ou exagerada. Direção criativa para energia solar
Depoimento e case de cliente são a prova social mais usada em apresentação comercial B2B. O Código CONAR exige que sejam personalizados, genuínos e verificáveis — não uma composição editada de trechos favoráveis. Direção criativa para tecnologia B2B
Uma peça de clínica médica costuma citar uma técnica, um equipamento ou um resultado clínico. O Código CONAR (art. 27, § 8º) exige que essa informação seja pertinente, defensável e compreensível para quem não é da área. Direção criativa para clínica médica
Foto do tutor com o pet e depoimento citado pelo nome são o material mais comum de uma campanha veterinária. O Código CONAR (art. 34, "a") exige autorização prévia e expressa da pessoa retratada — o tutor, não o animal. Direção criativa para clínica veterinária
Descrever a própria vantagem citando a falha "do escritório tradicional" é propaganda comparativa, mesmo sem nomear concorrente. O Código CONAR (art. 32) fixa oito critérios cumulativos para esse tipo de peça. Direção criativa para escritório de contabilidade
Perspectiva de lançamento na planta, render do decorado e foto de imóvel mobiliado são a peça central de uma campanha imobiliária. O Anexo D do Código CONAR exige que reproduzam fielmente o imóvel real. Direção criativa para imobiliária
A placa de identificação na fachada do escritório de advocacia tem regra própria no Provimento 205/2021 da OAB: proporção com a fachada, vedação a luminosidade de comércio, discrição e moderação. Direção criativa para escritório de advocacia
Nomear uma técnica, terapia ou equipamento numa peça odontológica exige comprovação científica e registro validado, pelo art. 44, III do Código de Ética Odontológica — independente de haver imagem de paciente. Direção criativa para clínica odontológica
A placa do canteiro de obra tem conteúdo mínimo fixado em lei federal: autor do projeto, responsável técnico, número da ART e empresa executora — a Lei 5.194/66 prevê multa para quem descumpre. Direção criativa para escritório de engenharia
O Anexo G do Código CONAR veda testemunhal de leigo em peça de tratamento clínico ou cirúrgico — e essa vedação vale igual para o caso médico e para o caso biomédico da mesma clínica. Direção criativa para clínica de estética
Toda estatística usada numa peça de campanha precisa de fonte identificável e responsável — o art. 27, § 7º do Código CONAR veda dado parcial que leve a conclusão distorcida. Direção criativa para clínica de oftalmologia
Renderização, esboço e projeto de terceiro usados em portfólio carregam direito moral de autoria — os arts. 7º, X e 24, II da Lei 9.610/98 exigem indicar o nome de quem projetou. Direção criativa para escritório de arquitetura
A peça de "antes e depois" não pode induzir o consumidor a erro sobre o resultado do serviço — o art. 37, § 1º do Código de Defesa do Consumidor veda alegação falsa, inteira ou parcial, inclusive por omissão. Direção criativa para salão de beleza
Divulgar procedimento ou resultado de um trabalho de psicologia organizacional de forma a expor a empresa contratante descumpre o art. 2º, "q" do Código de Ética — mesmo sem citar o nome da empresa. Direção criativa para clínica de psicologia
A papelaria e as pastas de processo têm rol fechado de conteúdo permitido, fixado pelo Provimento OAB 205/2021: nome do(a) advogado(a), nome da sociedade, endereço, telefone e logotipo — nada além disso. Direção criativa para advocacia previdenciária
O Anexo B do Código CONAR veda promessa de sucesso ou promoção profissional garantida sem comprovação, e exige que o anúncio de curso com frequência obrigatória declare o tempo de duração. Direção criativa para escola de idiomas
O art. 121 da Resolução COFFITO nº 08/1978 veda símbolo, logotipo, fotografia ou desenho vulgar ou aviltante em placa, letreiro, impresso ou anúncio da clínica. Direção criativa para clínica de fisioterapia
O reconhecimento de ranking, prêmio ou honraria só pode aparecer na peça institucional se não tiver sido paga nem patrocinada a aparição — o Provimento 205/2021 da OAB veda essa despesa no art. 5º, § 1º. Direção criativa para escritório de advocacia trabalhista
O selo "especialista de [área]" só pode aparecer numa peça se o título estiver registrado no CRN — a Resolução CFN 689/2021 veda a divulgação, o anúncio e a apresentação como especialista sem esse registro. Direção criativa para consultório de nutrição
A embalagem de um item classificado como dispositivo médico não pode ser desenhada sem o espaço fixo que o art. 47 da RDC 751/2022 exige para o fabricante e o registro. Direção criativa para sex shop
A revenda independente de GLP não pode usar cor, logotipo ou placa que se confunda com marca de distribuidora — o art. 17, §2º, II da Resolução ANP 958/2023 veda antes da aprovação da peça. Direção criativa para revenda de gás
O vídeo de "test drive" estilizado como conteúdo espontâneo precisa se identificar como publicidade — o art. 36 do Código de Defesa do Consumidor exige, e o parágrafo único cobra o dado que sustenta cada alegação. Direção criativa para revenda de veículos
O Selo de Identificação da Conformidade tem layout fixado no Anexo II da Portaria Inmetro 148/2022 — a peça que reproduz o produto não pode redesenhá-lo para caber na identidade da loja. Direção criativa para loja de eletrodomésticos
A peça de anúncio de celular precisa reservar campo visível para o código de homologação — o art. 83, VIII da Resolução Anatel 780/2025 tipifica a ausência como infração. Direção criativa para loja de informática e celulares
Todo impresso e peça publicitária do despachante precisa trazer a denominação do escritório e a inscrição no conselho regional — o art. 6º, IX da Lei 14.282/2021 exige, sem exceção de formato. Direção criativa para despachante de documentação veicular
O art. 131 da Lei 9.279/1996 estende a proteção da marca a "papéis, impressos, propaganda e documentos" — exatamente o book, o tapume e o outdoor de um lançamento. Mas a marca só existe depois do registro, e o naming pode colidir com marca alheia já registrada. Direção criativa para incorporadora
Limites
Design organiza percepção. Ele não inventa diferença onde não existe.
Nesses casos, o trabalho começa antes: pela estratégia, quando falta posicionamento, ou pela página, quando o criativo já está entregando o clique.
Indicadores
Parte do trabalho criativo é medida em mídia. A outra parte é avaliada por critério, e o critério é o que fica declarado.
Não publicamos referências de desempenho criativo. O que um bom criativo entrega depende de canal, público, oferta e concorrência no leilão — número fora desse contexto não significa nada.
Dúvidas
A quantidade decorre do que precisa ser construído no período e fica registrada no escopo antes de começar. O que não fazemos é definir o trabalho pela quantidade: isso empurra a produção para o volume e afasta do critério.
Trabalhamos com direção visual, sistemas de campanha e aplicação consistente da marca. Quando o projeto é a criação da marca em si, ele é avaliado à parte no diagnóstico, porque tem escopo, prazo e envolvimento diferentes.
Quando contratados e quando há capacidade de produção definida. Não incluímos no escopo o que depois viraria exceção — o que entra é registrado antes de começar.
Com critério declarado antes. Apresentamos a peça junto com o raciocínio que a sustenta — objetivo, canal, hierarquia — para que a conversa seja sobre adequação, e não sobre preferência. Ajuste faz parte; recomeço por gosto, não.
Não apresentamos imagem gerada por IA como se fosse campanha real, fotografia de cliente ou registro de trabalho. Quando uma composição gráfica é criada digitalmente, ela é tratada como ilustração, e não como prova de trabalho executado.
Dá, e é comum quando a empresa já tem mídia e conteúdo funcionando e o gargalo é o criativo. O que precisa existir é objetivo definido: sem saber o que a peça deve produzir, a criação não tem contra o que ser avaliada.
A avaliação criativa analisa o material em uso, a consistência entre canais e a distância entre o que a marca mostra e o que ela pretende representar.
Nenhuma proposta é enviada antes da conversa de diagnóstico.