Quando o material pretende demonstrar resultado de procedimento ou técnica
O antes e depois precisa mostrar o que não deu certo também
O art. 14 II "b" exige que demonstrações de antes e depois sejam apresentadas em um conjunto de imagens contendo indicações, evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações decorrentes da intervenção — e veda a demonstração e ensino de técnicas que devem limitar-se ao ambiente médico. Uma única foto de resultado favorável não atende ao inciso.
A peça de antes e depois deixa de ser uma foto isolada e vira um pequeno dossiê: casos variados, incluindo os que não saíram como esperado. É mais trabalhoso de reunir — precisa de acervo real, não de uma sessão de fotos — e é exatamente por isso que quase nenhuma agência do setor entrega isso.
Sempre que uma imagem de antes e depois é publicada
Toda imagem de resultado vem com texto obrigatório ao lado
O art. 14 II "a" exige que qualquer uso de imagem venha acompanhado de texto educativo contendo as indicações terapêuticas, os fatores que influenciam possíveis resultados e a descrição das complicações descritas na literatura científica.
A imagem passa a ser a parte barata da peça, e o texto a parte cara. Orçar a peça sem o texto é orçar metade do que a norma exige — e é o erro mais comum e mais visível de todo o setor.
Quando o procedimento tem resultado sensível ao tipo de pele ou à idade
O resultado varia por biotipo e faixa etária, e a peça precisa mostrar isso
O art. 14 II "c" exige, quando aplicável, apresentar evolução para diferentes biotipos e faixas etárias, além de evoluções imediatas, mediatas e tardias das intervenções demonstradas. Uma única foto generaliza um resultado que a própria norma reconhece como variável.
O acervo passa a precisar de mais de um caso por procedimento para cumprir o inciso — o que muda o volume de material necessário antes de qualquer campanha de conteúdo poder começar a rodar com essas peças.
Quando a tentação é mostrar o procedimento sendo executado
A técnica em si não é conteúdo público
O mesmo art. 14 II "b" veda a demonstração e o ensino de técnicas que devem limitar-se ao ambiente médico. O vídeo do procedimento sendo feito, um formato popular no gênero, esbarra nisso quando ultrapassa a demonstração do antes e do depois e passa a ensinar a técnica.
O material se concentra na indicação, no cuidado antes e depois, e no resultado — não na execução. É uma linha editorial diferente da que a maior parte da concorrência usa, e reduz o risco de a peça ser lida como aula pública de procedimento.
Quando parte do plano envolve artigo em portal, revista ou veículo de terceiro
O convite ao final do texto depende de onde ele está publicado
Como em qualquer especialidade médica, o art. 13 III permite ao médico, em canal próprio, publicidade para formar, manter ou aumentar clientela; o art. 10, ao tratar de artigos em veículo de terceiro, exige postura de representante da medicina e veda, no §1º, divulgar endereço e telefone nessas ocasiões.
O convite ao final do artigo — a peça central de qualquer operação de inbound — cabe no site e nas redes da clínica, e não num artigo publicado em veículo de terceiro. É uma decisão tomada por trilha, desde o início do plano.