Ao decidir se uma página está ou não sujeita ao art. 2º
O formulário que recebe a conta de luz já é parte da oferta, não só uma etapa de captação
O art. 2º, caput, alcança "sítios eletrônicos [...] utilizados para oferta ou conclusão de contrato de consumo". Uma landing page de campanha, desenhada para capturar consumo e devolver uma simulação de economia ou financiamento, participa da formação da oferta — não é só uma tela de coleta de dado que existe antes da conversa comercial. É essa característica que distingue o site deste serviço do anúncio: o anúncio leva ao site, o site é onde a oferta começa a tomar forma.
Uma página institucional que só apresenta a empresa e o portfólio de obras, sem tabela de condições nem formulário que devolva simulação, tem argumento razoável para estar fora do alcance direto do artigo. A landing page de campanha com simulador ou orçamento personalizado não tem o mesmo argumento — quem projeta a página precisa decidir isso antes do layout, não depois.

