Quando a empresa vende e instala equipamento, sem manter posto de vigilância,
instalar não é prestar serviço de segurança
ela não é prestadora de atividade de segurança privada, e o material que diz "segurança privada" promete um serviço que ela não presta.
a mensagem precisa dizer o que a empresa faz no vocabulário dela — projeto, instalação, manutenção e monitoramento —, e não no vocabulário da norma que rege a outra atividade.
Se a empresa mantém central de monitoramento e responde a evento,
monitoramento é serviço, e serviço tem regime
ela passa a oferecer um serviço contínuo, com obrigação de resposta e contrato de prestação, e não apenas um produto instalado.
a estratégia precisa separar a receita de instalação da receita recorrente do monitoramento, porque as duas têm ciclo, margem e promessa diferentes.
Quando o cliente é condomínio, com decisão em assembleia,
condomínio e indústria decidem por caminhos distintos
a compra passa por síndico e por moradores, e o material precisa servir à reunião, não só ao comprador técnico.
a empresa precisa de dois materiais: um técnico, para quem especifica; outro que o síndico consiga apresentar, com escopo e limites claros.
Quando o parque instalado já é grande,
a manutenção é o que sustenta o ano seguinte
a empresa tem uma base de clientes que precisa de manutenção, e o esforço de aquisição nova compete com o de reter essa base.
a estratégia precisa decidir quanto do esforço vai para cliente novo e quanto vai para o parque existente, porque os dois disputam a mesma equipe técnica.
Se o atendimento é local, com deslocamento de equipe,
o canal segue o território atendido
o raio de atuação define o canal: busca local e parceria com quem já entra no prédio rendem mais que campanha ampla.
a escolha de canal precisa partir do mapa de atendimento, e não do canal que a concorrência usa.