
Sites e landing pages · clínica médica
Site de clínica médica: o art. 6º da CFM 2.336/2023 exige a informação na página principal, não em qualquer peça.
O art. 4º já é conhecido: nome, CRM com a palavra MÉDICO, especialidade com RQE. O art. 6º é o que muda a estrutura de um site: essa informação precisa estar na página principal do site — não numa peça de campanha isolada, não escondida no rodapé de uma landing page de captação.
Para clínicas e consultórios médicos que vão criar ou reformar o site institucional, ou lançar landing page de campanha, e querem saber onde a identificação exigida pela CFM precisa aparecer estruturalmente.
O artigo que trata o site como estrutura, não como peça avulsa
A Resolução CFM 2.336/2023 já é citada nesta casa pelo art. 4º (o que uma peça publicitária precisa conter) e pelo Capítulo III (o que vale para redes sociais próprias). O art. 6º, caput, fecha o terceiro lado: "em redes sociais, blogs, sites e congêneres, onde ocorrer publicidade ou propaganda de assuntos médicos, as informações descritas no art. 4º devem estar dispostas na página principal do perfil (pessoa física ou jurídica) ou equivalente". A palavra que muda tudo é "página principal" — não é suficiente que a informação exista em algum lugar do site, ou numa peça de campanha que leva à landing page; ela precisa estar na home, ou no equivalente dela. Nenhum resultado da SERP consultada nomeia o artigo, embora um deles já descreva corretamente o que ele exige.
Três pontos em que o art. 6º muda a estrutura de um site de clínica médica
Site sem landing page de campanha separada da home pode olhar direto o terceiro.
A informação precisa estar na página principal, não em "alguma página" do site
Ao decidir em que página do site colocar nome, CRM e especialidade
O art. 6º fala em "página principal do perfil (pessoa física ou jurídica) ou equivalente" — não "em algum lugar do site" nem "numa página de sobre". Para um site institucional, a página principal é a home; para uma clínica com múltiplos médicos, cada perfil individual (se existir como página própria) tem sua própria exigência de página principal equivalente.
Um site que só traz nome e CRM na página "Nossa equipe", dois cliques a partir da home, não cumpre o texto do artigo — a exigência é de exibição na página principal, e uma página secundária não é equivalente a ela.
Uma landing page de campanha, se faz publicidade médica, também precisa da informação
Ao criar landing page isolada para uma campanha de tráfego pago ou uma oferta específica
O art. 6º não restringe a exigência ao site institucional principal — fala em "sites e congêneres, onde ocorrer publicidade ou propaganda de assuntos médicos". Uma landing page de campanha, mesmo com URL e design separados da home, é publicidade médica pela definição do art. 1º §2º e está sujeita à mesma exigência de exibir a informação do art. 4º na página principal dela.
Uma landing page minimalista, desenhada só com formulário e uma chamada, sem nome e CRM visíveis, está fora do que o artigo exige — mesmo que o site institucional da clínica, em outro endereço, cumpra a regra corretamente.
Site de médico individual e site de clínica (pessoa jurídica) têm exigências que se somam, não se substituem
Ao estruturar o site de uma clínica com mais de um médico
O art. 5º, I trata separadamente a pessoa jurídica: "o nome do estabelecimento com número de cadastro ou registro no CRM" e "o nome do Diretor Técnico-Médico com o respectivo número de inscrição no CRM". Isso é adicional, não substituto, ao que o art. 6º já exige para cada perfil de médico individual que o site apresentar.
Um site de clínica que identifica só o nome fantasia e o CRM do estabelecimento, sem o nome e o CRM do Diretor Técnico-Médico visíveis, atende só metade do que os dois artigos juntos exigem.
O que o art. 6º muda no que se acompanha
Além de taxa de agendamento e tempo de carregamento, um site de clínica médica precisa de uma checagem estrutural que raramente aparece em briefing de agência.
A primeira é a presença da identificação completa — nome, CRM com a palavra MÉDICO, especialidade com RQE — na página principal de cada perfil que o site apresenta, e não só em alguma página interna.
A segunda é a checagem de toda landing page de campanha ativa contra a mesma régua: se ela também exibe a identificação exigida, mesmo sendo uma página separada da home institucional.
Identificação (nome, CRM, MÉDICO, especialidade, RQE) presente na página principal de cada perfil do site.
Landing pages de campanha ativa, checadas contra a mesma exigência da home.
Identificação da clínica como pessoa jurídica (nome, CRM do estabelecimento) e do Diretor Técnico-Médico, quando aplicável.
Onde a informação aparece, medido em cliques a partir da página principal — não só se existe em algum lugar do site.
Taxa de agendamento e tempo de carregamento, lidos separadamente do que é exigência regulatória.
Quando o problema não é o design da home
Nestes cenários, redesenhar a home sem corrigir a estrutura de identificação aumenta exposição regulatória sem aumentar agendamento.
A identificação (CRM, especialidade, RQE) só existe numa página interna, não na página principal do site ou do perfil.
Existe landing page de campanha ativa sem nome e CRM visíveis, mesmo com o site institucional correto.
O site apresenta mais de um médico e nenhum tem página principal (ou equivalente) com identificação própria.
A clínica, como pessoa jurídica, não identifica o Diretor Técnico-Médico em nenhum lugar visível do site.
O que a página deve produzir nunca foi declarado — agendamento, contato ou orientação sobre o serviço.
O mais comum de passar despercebido é a landing page de campanha isolada: por ser tratada como peça de mídia paga e não como "o site", ela costuma escapar da revisão que a home institucional recebeu — mas o art. 6º não faz essa distinção.
Como começamos: pela estrutura da página principal, antes do layout
Site, blog e rede social respondem ao mesmo critério de exibição no art. 6º da Resolução CFM 2.336/2023. É comum ver a exigência mencionada sem o artigo que a sustenta, e é o artigo que define o limite.
O trabalho começa auditando o site atual (ou o escopo do site novo) contra o art. 6º: onde a identificação de cada médico aparece, a quantos cliques da página principal, e se cada landing page de campanha ativa segue a mesma régua.
Com a auditoria feita, a estrutura do site é desenhada com a identificação como elemento fixo da página principal — não como texto legal adicionado depois do layout pronto — e cada nova landing page de campanha nasce com o mesmo padrão.
Auditoria do site atual (ou do escopo do site novo) contra o art. 6º da Resolução CFM 2.336/2023.
Checagem de toda landing page de campanha ativa contra a mesma exigência da home institucional.
Desenho da página principal com identificação (nome, CRM, MÉDICO, especialidade, RQE) como elemento fixo.
Identificação separada da clínica como pessoa jurídica e do Diretor Técnico-Médico, quando aplicável.
Padrão único de identificação replicado em toda nova landing page antes da publicação.
O que clínicas médicas perguntam antes de criar ou reformar o site
Basta ter o CRM em algum lugar do site, mesmo que não seja na home?
Não. O art. 6º exige que a informação esteja "dispostas na página principal do perfil (pessoa física ou jurídica) ou equivalente" — uma página interna, alcançada por cliques a partir da home, não atende ao texto do artigo.
Uma landing page de uma campanha de tráfego pago também precisa exibir o CRM?
Precisa, se ela veicula publicidade médica — e a definição do art. 1º §2º da mesma Resolução não abre exceção para landing page de campanha. O art. 6º alcança "sites e congêneres, onde ocorrer publicidade ou propaganda de assuntos médicos", sem distinguir site institucional de página de campanha isolada.
Como fica a identificação num site de clínica com vários médicos?
Duas camadas se somam: o art. 5º, I exige o nome da clínica com registro no CRM e o nome do Diretor Técnico-Médico com o CRM dele, em local visível; o art. 6º exige que cada perfil individual de médico, se o site apresentar um, tenha a identificação do art. 4º na página principal desse perfil.
É a mesma exigência que vale para o Instagram da clínica?
É o mesmo artigo — o art. 6º nomeia redes sociais, blogs e sites juntos —, mas a irmã desta página em redes sociais (`/solucoes/redes-sociais/medicina`) trata de um capítulo diferente, o Capítulo III, sobre repost de elogio e transmissão ao vivo em perfil próprio. O que muda entre um site e uma rede social é só o formato de "página principal": no site, é a home; no Instagram, é a bio e a primeira dobra do perfil.
Um site simples, sem sistema de agendamento, ainda precisa seguir o art. 6º?
Precisa, se o site divulga assunto médico ou o trabalho da clínica — que é a definição de propaganda médica do art. 1º §2º. Ter ou não sistema de agendamento online não altera a exigência de identificação da página principal.
Antes de redesenhar a home, vale checar se a identificação está onde o art. 6º exige.
A conversa começa pelo que já está publicado hoje: onde está (ou falta) a identificação de cada médico, e se toda landing page de campanha segue a mesma régua da home.
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